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China alcança excedente comercial recorde de 1,19 biliões de dólares em 2025 apesar das tarifas dos EUA

A China registou um excedente comercial histórico em 2025, atingindo 1,19 biliões de dólares, um valor que por si só equivale a uma das 20 maiores economias do mundo, demonstrando uma notável adaptação às barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos e uma reconfiguração das suas relações comerciais globais.
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O excedente comercial da China atingiu um novo recorde em 2025, totalizando 1,19 biliões de dólares (1,02 biliões de euros), impulsionado por um crescimento de 5,5% nas exportações, enquanto as importações se mantiveram inalteradas. Este valor, que supera o Produto Interno Bruto (PIB) da Polónia, a 20.ª maior economia mundial, foi alcançado apesar das tarifas impostas por Washington e deverá ser o principal motor para que Pequim atinja a sua meta de crescimento do PIB de 5%.

Apesar de uma queda acentuada no comércio com os Estados Unidos — as exportações para o mercado norte-americano caíram 20% —, a China compensou largamente esta perda ao diversificar os seus parceiros. As exportações para os países da ASEAN cresceram 13,4%, para a União Europeia 8,4%, para a Índia 12,8%, para África 25,8% e para a América do Sul 7,4%.

O comércio com o Brasil, em particular, atingiu um valor recorde, impulsionado pelas vendas de petróleo, soja e carne bovina.

Em contraste, além dos EUA, as trocas com a Coreia do Sul, Japão e Rússia também demonstraram fraqueza.

Setorialmente, as exportações de produtos tecnológicos lideraram o crescimento, com os semicondutores a registarem um aumento de 26,8%, seguidos de perto pelos navios (26,7%) e automóveis (21,4%).

No sentido inverso, produtos com maior exposição ao mercado americano, como brinquedos, mobiliário e calçado, sofreram quedas significativas.

A força da indústria automóvel chinesa, especialmente no setor elétrico, levou a União Europeia a considerar a redução de tarifas para fabricantes que aceitem um preço mínimo para os seus veículos na Europa.

Apesar do sucesso, analistas e o próprio governo chinês questionam a sustentabilidade deste modelo de crescimento dependente das exportações, face ao risco de medidas protecionistas de outros países. Pequim reconhece a necessidade de fomentar a procura interna como o principal motor de crescimento futuro, um processo que deverá marcar a próxima década da sua economia.

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