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Imagens sexuais de menores criadas com IA preocupam autoridades portuguesas

O Centro Internet Segura (CIS) reporta a receção de pedidos de ajuda relacionados com a criação e partilha de imagens sexuais de menores geradas por Inteligência Artificial, um fenómeno que evidencia os novos perigos do aliciamento e da manipulação de conteúdo online.
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O Centro Internet Segura (CIS) confirmou estar a receber pedidos de ajuda referentes a imagens de cariz sexual de menores, criadas com recurso a ferramentas de Inteligência Artificial (IA). De acordo com o organismo, a produção ilegal deste tipo de conteúdo provém frequentemente de pares ou colegas de escola das vítimas, sendo depois partilhado em grupos de WhatsApp ou publicado em 'stories' do Instagram. A IA tem amplificado este problema, pois permite que qualquer pessoa, em qualquer lugar, possa gerar imagens e vídeos de forma rápida, gratuita e acessível, podendo estes ser realistas ou não e incluir áudio.

Um relatório recente da Internet Watch Foundation (IWF) corrobora a gravidade da situação, revelando que o abuso sexual infantil gerado por IA aumentou 400% no primeiro semestre do ano, com a deteção de 210 páginas online com este tipo de material. O CIS alerta para a inexistência, para o público em geral, de uma tecnologia capaz de identificar eficazmente se um conteúdo foi gerado artificialmente.

Esta lacuna facilita o uso malicioso da tecnologia, como a criação de imagens difamatórias ou íntimas.

Qualquer imagem de um jovem disponível online pode ser manipulada digitalmente para gerar material sexual, o que também simplifica a criação de identidades falsas para aliciar menores. A proliferação de plataformas dedicadas a criar imagens íntimas de mulheres estendeu-se rapidamente para a produção de conteúdo sexual envolvendo menores. Os perigos associados a esta prática são vastos, incluindo a exposição dos menores, manipulação de imagens, risco de aliciamento, chantagem, danos psicológicos e a circulação rápida e de difícil controlo dos conteúdos.

As denúncias chegam ao CIS através da Linha Internet Segura (LIS), que é operacionalizada pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV).

O CIS é coordenado pelo Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS) e integra um consórcio com a Direção-Geral da Educação (DGE), o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ), a Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), a APAV e a Microsoft Portugal.

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