Nicolás Maduro está detido numa prisão de Brooklyn conhecida como Inferno na Terra



Nicolás Maduro e a sua mulher, Cília Flores, aguardam julgamento por acusações de narcoterrorismo e tráfico de cocaína no Centro de Detenção Metropolitano (MDC) de Brooklyn, uma instalação com péssima reputação. Descrita por detidos e advogados como um "inferno na terra", a prisão é conhecida pelas suas celas pequenas e camas de aço com colchões finos, e tem um longo historial de problemas que levaram alguns juízes a recusarem-se a enviar reclusos para o local. Inaugurado no início dos anos 90, o MDC tem sido palco de violência descontrolada, incluindo o assassinato de dois reclusos em 2024. A corrupção também é um problema, com guardas prisionais frequentemente acusados de aceitar subornos para permitir a entrada de contrabando.
Um dos incidentes mais graves ocorreu em 2019, quando uma falha de energia deixou os detidos sem luz e aquecimento durante uma semana, com temperaturas negativas no exterior. A população prisional atual é de 1.300 reclusos, uma redução face aos 1.580 registados em janeiro de 2024. Recentemente, o Departamento Federal de Prisões dos Estados Unidos anunciou melhorias nas instalações, incluindo a contratação de novos guardas e médicos, e a revisão dos sistemas de esgotos, eletricidade e climatização.
Estas medidas foram acompanhadas por uma repressão ao crime interno, com 23 reclusos acusados de vários delitos em março. Em setembro de 2025, o departamento afirmou que "o MDC Brooklyn é seguro para os reclusos e funcionários".
Apesar de se encontrar isolado da população prisional geral, Maduro partilha a prisão com figuras conhecidas.
Entre elas está Hugo Carvajal, o seu antigo chefe dos serviços de inteligência, que terá demonstrado intenção de cooperar com as autoridades norte-americanas.
Outros detidos notáveis que passaram pelo MDC incluem o ex-presidente das Honduras Juan Orlando Hernández (condenado a 45 anos e posteriormente perdoado por Trump em dezembro), El Chapo, Sean "Diddy" Combs, R. Kelly e Ghislaine Maxwell.
Atualmente, a prisão alberga reclusos como Ismael "El Mayo" Zambada Garcia, cofundador de um cartel de droga mexicano.











