Conselho de Segurança da ONU reúne-se sobre a repressão de protestos no Irão a pedido dos EUA



O Conselho de Segurança das Nações Unidas agendou uma reunião informativa sobre a situação no Irão, a pedido dos Estados Unidos.
A iniciativa surge num contexto de forte tensão, após o Presidente norte-americano, Donald Trump, ter ameaçado Teerão com uma ação militar devido à repressão de protestos que eclodiram no final de dezembro, motivados pelo colapso da moeda iraniana e pela elevada inflação. Fontes da NBC News indicam que Donald Trump expressou junto dos seus conselheiros o desejo de que uma eventual intervenção militar seja um golpe “rápido e decisivo” contra o regime iraniano. Contudo, os seus assessores não garantiram que tal ação levasse ao colapso imediato do governo de Teerão, existindo também preocupações sobre a capacidade de defesa dos EUA perante uma possível retaliação iraniana.
Em resposta, o Irão ameaçou com um ataque preventivo, acusando, sem apresentar provas, os EUA e Israel de orquestrarem as manifestações.
No que diz respeito à repressão dos protestos, o chefe do poder judicial iraniano sugeriu que os manifestantes detidos poderiam ser sujeitos a julgamentos sumários e execuções. No entanto, Trump afirmou ter sido informado por “fontes fidedignas” que os planos de execuções foram interrompidos.
A execução de um manifestante, Erfan Soltani, de 26 anos, foi adiada, segundo a organização de direitos humanos Hengaw, embora a sua vida continue em perigo. O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, apelou a uma “solução diplomática”, instando Trump a “não repetir o mesmo erro” de junho de 2015, numa aparente referência a um ataque a instalações nucleares.
Numa entrevista à Fox News, Araghchi assegurou que as autoridades iranianas têm o “controlo total” da situação e que a calma foi restabelecida no país.


















