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João Cotrim de Figueiredo considera muito grave que o PSD pressione militantes a votar em Luís Marques Mendes

O candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo classificou como “muito grave” a alegada pressão do PSD sobre os seus militantes para que votem em Luís Marques Mendes, após ter sido confrontado com denúncias durante uma ação de campanha em Setúbal.
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Durante uma visita ao Mercado do Livramento, em Setúbal, o candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo foi abordado por cinco militantes do PSD que denunciaram estar a sofrer “pressões e retaliações” por não apoiarem o candidato apoiado pelo seu partido, Luís Marques Mendes. Um dos militantes afirmou que, embora muitos sociais-democratas apoiem Cotrim de Figueiredo, “têm medo de dar a cara por medo dos grandes”, mas que ele, por se considerar um homem livre, não teme assumir o seu apoio ao candidato da Iniciativa Liberal, que considera ser o melhor. Em reação, o eurodeputado e antigo líder da IL considerou a situação “muito grave”, afirmando que tal demonstra que o PSD se julga “dono dos votos e das consciências das pessoas”.

Cotrim de Figueiredo revelou que este não foi um incidente isolado, tendo recebido relatos semelhantes noutras ocasiões. O candidato expressou esperança de que não se trate de “nenhuma manobra mais ou menos orquestrada” para condicionar a escolha livre dos portugueses e apelou a que se deixe as pessoas votar livremente.

A ex-deputada do PSD, Liliana Reis, que acompanha a campanha, considerou “muito triste ouvir estas histórias”.

Cotrim de Figueiredo sugeriu ainda que, se os eleitores não estão a escolher Marques Mendes, o PSD deveria “fazer uma campanha melhor” em vez de criticar as estratégias de outros candidatos ou recorrer a pressões. As eleições presidenciais, que contam com 11 candidatos, estão agendadas para 18 de janeiro.

Caso nenhum candidato obtenha mais de metade dos votos, a segunda volta realizar-se-á a 8 de fevereiro.

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