
"Demitida." Governadora da Reserva Federal dos EUA afastada por Trump



O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a demissão da governadora da Reserva Federal (Fed), Lisa Cook, através de uma carta publicada na sua rede social, Truth Social.
Na comunicação, Trump afirma que Cook está “demitida do cargo no Conselho de Governadores, com efeito imediato”, alegando ter concluído que existiam “motivos suficientes” para a sua remoção.
Esta ação aumenta a pressão sobre o banco central, uma instituição que opera de forma independente.
A justificação para a demissão baseia-se em alegações de fraude num empréstimo imobiliário pessoal. A acusação foi feita por Bill Pulte, o responsável pela Agência de Financiamento Imobiliário nomeado por Trump, que alega que Cook “falsificou documentos bancários e registos de propriedade para obter condições de empréstimo favoráveis” para dois financiamentos.
Trump já tinha pressionado Cook a demitir-se na semana anterior, ameaçando demiti-la caso não o fizesse.
Lisa Cook, a primeira mulher afro-americana a ocupar o cargo de governadora da Fed, nomeada pelo anterior presidente Joe Biden, rejeitou as acusações e a demissão.
Numa declaração, afirmou que não se pretende “deixar intimidar” e que não se demitirá.
A governadora salientou ainda que o empréstimo em questão foi contraído antes de assumir funções na Reserva Federal.
A Fed não comentou imediatamente o anúncio do Presidente.
A decisão de Trump levanta questões legais, uma vez que a sua autoridade para demitir governadores do banco central é, em princípio, juridicamente limitada. O episódio insere-se num contexto mais vasto de pressão da Casa Branca sobre a Fed, incluindo ameaças anteriores de Trump de destituir o presidente da instituição, Jerome Powell, por questões relacionadas com as taxas de juro.
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