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Diocese de Aveiro alerta para homem que celebra sacramentos sem ser padre e este alega perseguição

A Diocese de Aveiro emitiu um comunicado a alertar os fiéis sobre um homem que celebra sacramentos sem ser padre da Igreja Católica, mas o visado, Francisco Marques, rejeita as acusações, alega perseguição e garante que continuará a sua atividade religiosa.
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A Diocese de Aveiro, através de um comunicado assinado pelo bispo D. António Manuel Moiteiro Ramos, alertou a comunidade católica para a atividade de Francisco Marques, residente em Oiã, concelho de Oliveira do Bairro.

A nota diocesana esclarece que Marques, conhecido no passado pela sua proximidade com o Papa Francisco, não foi ordenado sacerdote da Igreja Católica, não está em comunhão com esta e, por conseguinte, não tem legitimidade para administrar sacramentos no território da diocese. O comunicado, que será lido em todas as paróquias, adverte os fiéis a não receberem quaisquer sacramentos ministrados por ele.

O alerta da diocese surge após ter tido conhecimento de que Francisco Marques estaria a celebrar missas numa casa particular e a organizar retiros em Fátima. A advertência estende-se a um associado de Marques, Salvatore Micalef, que se autoproclama bispo da Prelatura de São Pedro e São Paulo.

A Diocese de Roma já havia emitido uma posição semelhante, afirmando que Micalef também não está em comunhão com a Igreja Católica. A Diocese de Leiria-Fátima também se demarcou dos retiros em 2024. Em resposta, Francisco Marques refutou veementemente as acusações, afirmando em entrevista à TVC que nunca se apresentou como membro da Diocese de Aveiro ou da jurisdição da Igreja de Roma.

Sustenta que pertence a uma prelatura independente, legalmente registada em Itália, com jurisdição própria.

Marques invoca o direito à liberdade religiosa, consagrado na Constituição da República Portuguesa, para continuar a exercer o seu ministério em espaço privado, afirmando que as pessoas o procuram de livre vontade.

Francisco Marques considera o comunicado uma “perseguição pessoal” que se arrasta há anos, relacionando-a com a sua alegada proximidade passada com o Papa Francisco, que, segundo ele, lhe terá valido proteção no Vaticano. Garante que vai continuar com as suas celebrações, cuja procura afirma ter aumentado com a polémica, e que recorrerá aos meios legais para defender a sua posição.

Rejeita a ideia de estar a enganar os fiéis, defendendo a validade da sua própria estrutura religiosa.

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