Donald Trump avalia opções de intervenção no Irão em resposta aos protestos



O Presidente norte-americano, Donald Trump, irá reunir-se esta terça-feira com altos funcionários da sua administração para discutir as opções de resposta aos protestos que abalam o Irão. Segundo o ‘Wall Street Journal’ e o ‘New York Times’, que citam autoridades norte-americanas, Trump tem recebido informações sobre vários cenários de intervenção em resposta à repressão exercida pelo regime de Teerão sobre os manifestantes.
Entre as alternativas a serem avaliadas encontram-se ataques militares, o uso de armas cibernéticas contra instalações militares e civis iranianas, a imposição de mais sanções económicas e o fortalecimento de fontes antigovernamentais online.
Foram apresentadas diversas opções, que incluem até alvos não militares na capital, Teerão.
A postura de Trump tem sido de ameaça, tendo afirmado nas redes sociais que os EUA estão “prontos para ajudar” e que o “Irão está vislumbrando a LIBERDADE”. Os protestos, que começaram a 28 de dezembro devido à subida dos preços, evoluíram para as maiores manifestações contra os líderes religiosos do país desde 2022.
A contestação já ganhou uma dimensão simbólica, como demonstrado num protesto em Londres onde a bandeira da República Islâmica foi substituída pela anterior à revolução de 1979. Segundo o grupo de direitos humanos HRANA, a repressão já causou mais de 500 mortos, incluindo 490 manifestantes e 48 membros das forças de segurança, e resultou em mais de 10.600 detenções.
O governo iraniano, que não divulgou números oficiais, acusa os Estados Unidos e Israel de fomentarem os distúrbios.
Apesar da escalada de tensão, o especialista em Relações Internacionais José Palmeira considera “pouco expectável” uma intervenção direta dos EUA.
Na sua análise, a pressão exercida por Trump é sobretudo “retórica” e tem como objetivo fragilizar o regime iraniano e incentivar os manifestantes a derrubá-lo, numa altura em que os protestos assumiram um “caráter nacional”.






















