Estados Unidos e aliados condenam escalada militar russa na Ucrânia



Numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos denunciaram o recente lançamento de um míssil balístico russo Oreshnik, com capacidade nuclear, contra uma área na Ucrânia próxima da fronteira com a Polónia, um país membro da NATO.
A diplomata norte-americana Tammy Bruce classificou a ação como uma "escalada perigosa e inexplicável" que arrisca "expandir e intensificar a guerra", prejudicando as negociações de paz em curso.
Bruce condenou ainda os ataques contínuos e cada vez mais intensos contra as infraestruturas civis e energéticas ucranianas, especialmente durante o inverno rigoroso.
Este foi o segundo uso registado do míssil Oreshnik desde o início da guerra, embora desta vez não transportasse uma ogiva nuclear.
O Ministério da Defesa russo afirmou que o alvo era uma fábrica de aviões em Lviv. Os ataques recentes tiveram um impacto severo na população civil, com os bombardeamentos a privarem de aquecimento metade dos edifícios residenciais de Kyiv, o que levou o presidente da câmara a apelar aos cidadãos para que abandonassem temporariamente a cidade.
A condenação internacional foi generalizada.
O embaixador britânico, James Kariuki, considerou o ataque uma ameaça à segurança regional e um "sério risco de escalada", assegurando que a violência não irá desencorajar os aliados da Ucrânia. A embaixadora da Letónia, Sanita Pavluta-Deslandes, classificou os ataques como "bárbaros" e acusou Moscovo de "testar os limites da resolução internacional".
A ONU apresentou dados alarmantes, revelando que 2025 foi o ano mais letal para os civis ucranianos desde o início da invasão em 2022, com 2.514 mortes.
A organização denunciou também um "padrão profundamente preocupante" da Rússia, que intensifica os seus ataques quando as condições meteorológicas se agravam.
Apesar da escalada, a diplomata norte-americana afirmou que, graças à liderança do Presidente Donald Trump, um acordo de paz está agora mais próximo.















