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Estados Unidos ordenam a saída de funcionários da sua maior base militar no Médio Oriente

Os Estados Unidos ordenaram a saída de alguns funcionários da sua maior base militar no Médio Oriente, em Al-Udeid, no Qatar, como medida de precaução face às crescentes tensões com o Irão.
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Alguns funcionários norte-americanos receberam ordens para deixar a base aérea de Al-Udeid, no Qatar, até à noite de quarta-feira. Esta é a maior base militar dos EUA no Médio Oriente, albergando cerca de 10.000 soldados e funcionando como um centro nevrálgico para as operações do Comando Central dos EUA (CENTCOM).

As autoridades do Qatar confirmaram a implementação de "medidas preventivas" em resposta às "atuais tensões regionais", afirmando que a prioridade é salvaguardar a segurança das suas infraestruturas críticas e instalações militares.

A decisão surge num contexto de ameaças mútuas entre Washington e Teerão. A base de Al-Udeid, localizada a 190 quilómetros a sul do Irão, foi atacada em junho de 2025 como retaliação iraniana a um bombardeamento liderado pelos EUA contra instalações nucleares iranianas, que segundo Teerão matou mais de mil pessoas, na sua maioria civis.

O ministro da Defesa iraniano, Aziz Nafizardeh, advertiu que todas as bases americanas na região serão consideradas "alvos legítimos" caso os EUA ataquem o Irão.

Por sua vez, o Presidente norte-americano, Donald Trump, tem ameaçado o regime iraniano devido à repressão violenta de protestos internos. O Irão enfrenta uma vaga de protestos desde 28 de dezembro, que começou em Teerão devido à crise económica e se alastrou a mais de 100 cidades.

A economia iraniana foi severamente atingida por sanções, com a inflação anual a ultrapassar os 42% e a moeda local, o rial, a perder 69% do seu valor face ao dólar em 2025.

A repressão das manifestações resultou num elevado número de vítimas.

A ONG Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA) contabilizou 2.571 mortos, dos quais 2.403 manifestantes, e mais de 18.100 detidos.

A televisão estatal iraniana reconheceu um elevado número de mortes, atribuindo-as a "grupos armados e terroristas".

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