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Analista Miguel Monjardino alerta que a política externa de Donald Trump ameaça a NATO e o direito internacional

A recente intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela e a pressão sobre a Dinamarca para a aquisição da Gronelândia marcam uma nova era na geopolítica mundial, onde a afirmação do poder se sobrepõe ao direito internacional, gerando um choque estratégico para a Europa.
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O início de 2026 foi marcado por uma nova e agressiva política externa da administração norte-americana de Donald Trump, destacando-se a intervenção militar na Venezuela para capturar Nicolás Maduro e a coerção exercida sobre a Dinamarca para a compra da Gronelândia. Segundo o analista de política internacional Miguel Monjardino, estas ações demonstram que, para Washington, a soberania e os interesses dos EUA sobrepõem-se ao direito internacional e aos seus aliados, representando um regresso a uma doutrina imperialista. Na análise de Monjardino, a operação na Venezuela não visa uma "mudança de regime", mas sim uma "alteração da chefia", evitando o envolvimento de tropas no terreno e o risco de baixas, à semelhança do que aconteceu no Iraque e no Afeganistão.

A estratégia baseia-se na coerção energética e militar.

Já no que diz respeito à Gronelândia, a insistência de Trump, que ameaça intervir "pela via amigável ou pela via mais difícil", justifica-se pela intenção de impedir a influência da Rússia ou da China no Ártico, garantir recursos e rotas marítimas e, do ponto de vista pessoal do presidente, expandir o território norte-americano para assegurar o seu lugar na história. A população da Gronelândia, segundo uma sondagem de 2025, rejeita maioritariamente a integração nos EUA.

Esta postura representa um "choque estratégico" para a Europa, que considerava a Rússia a principal ameaça e agora vê um aliado da NATO a coagir outro, a Dinamarca.

Monjardino alerta que, se a anexação da Gronelândia se concretizar, "a NATO, como a conhecemos, acabou".

A situação é particularmente preocupante para Portugal, um país arquipelágico situado no hemisfério ocidental, onde os EUA pretendem afirmar-se como potência hegemónica.

O especialista sublinha que a Europa, habituada a um sistema internacional estabilizado pela hegemonia norte-americana, enfrenta agora uma situação inédita em que essa mesma potência é o fator de desestabilização. Face a este cenário "impensável", Monjardino defende que a Europa e Portugal precisam de iniciar um rápido processo de adaptação, lamentando que o debate político, como a campanha presidencial portuguesa, se mantenha focado em questões internas. Argumenta que, para negociar com a administração Trump, a Europa terá de desenvolver "poder a sério" e que instituições como a União Europeia e a NATO necessitam de reformas profundas para sobreviverem.

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