Inflação na Zona Euro abranda para 2% em dezembro de 2025 e atinge a meta do BCE



A taxa de inflação anual da zona euro fixou-se em 2,0% em dezembro de 2025, um abrandamento face aos 2,15% registados em novembro e aos 2,4% do mês homólogo do ano anterior. Este valor cumpre a meta de estabilidade de preços do Banco Central Europeu (BCE), sinalizando um cenário de maior controlo da inflação no final do ano. Segundo os dados do serviço estatístico da União Europeia, a principal causa para esta desaceleração foi a descida dos preços da energia, que registaram uma variação homóloga negativa de 1,9%.
Em contrapartida, as outras componentes continuaram a exercer pressão inflacionista, com o setor dos serviços a registar a taxa mais elevada (3,4%), seguido pela alimentação, álcool e tabaco (2,6%) e pelos bens industriais não energéticos (0,4%).
A inflação subjacente, que exclui os preços mais voláteis da energia e dos alimentos não processados, situou-se nos 2,3%.
Atingir a meta de inflação é considerado crucial para a estabilidade económica, podendo beneficiar tanto empresas, através de custos de produção mais previsíveis, como consumidores, com um alívio na pressão sobre o poder de compra.
Entre os países da zona euro, a Estónia e a Eslováquia (ambas com 4,1%) apresentaram as taxas mais altas, enquanto Chipre (0,1%), França (0,7%) e Itália (1,2%) registaram as mais baixas.
Em Portugal, o Índice Harmonizado de Preços no Consumidor indicou uma inflação de 2,4% em dezembro. Este valor representa uma subida em relação aos 2,1% de novembro, mas uma descida face aos 3,1% de dezembro do ano anterior.
O Eurostat nota que estes são dados preliminares e que os resultados detalhados serão publicados posteriormente.
















