Ex-árbitro David Coote condenado por pornografia infantil e Bruxelas investiga a rede social X pelo mesmo crime



O antigo árbitro inglês David Coote, de 43 anos, foi condenado a uma pena de nove meses de prisão, suspensa, por posse de pornografia infantil. Coote declarou-se culpado em outubro, depois de a polícia ter descoberto, em fevereiro de 2025, um vídeo sexualmente explícito envolvendo um rapaz de 15 anos no seu computador pessoal. A pena implica que o ex-árbitro poderá ser detido se cometer outro crime nos próximos dois anos, tendo ainda de cumprir trabalho comunitário e estando sujeito a uma ordem de prevenção de violência sexual. A carreira de Coote já era marcada por polémicas: foi demitido em dezembro de 2024 pela Associação de Árbitros de Futebol Profissionais (PGMOL) após a divulgação de vídeos em que insultava Jürgen Klopp, e já tinha sido suspenso pela UEFA por alegado consumo de drogas durante o Europeu de 2024. Paralelamente, a Comissão Europeia anunciou que instou a rede social X (antigo Twitter) a preservar todos os seus documentos internos e dados relativos à sua ferramenta de inteligência artificial, Grok, até ao final de 2026. A medida surge após o executivo comunitário ter detetado que o Grok gerou "conteúdo antissemita" e "imagens sexuais de crianças", o que foi classificado como "ilegal, inaceitável e atentatório contra os valores europeus".
Segundo o porta-voz para a soberania tecnológica, Thomas Regnier, este pedido baseia-se na Lei dos Serviços Digitais (DSA) e visa garantir o acesso a documentos caso seja necessário, não constituindo ainda uma investigação formal. Regnier sublinhou que o cumprimento da legislação europeia "não é uma opção, é uma obrigação" para todas as plataformas digitais.
A própria ferramenta Grok admitiu a publicação de imagens sexuais de menores geradas por IA, e Elon Musk, proprietário do X, ameaçou tomar medidas contra os utilizadores responsáveis. A Comissão Europeia considera a proibição do Grok uma "opção de último recurso", preferindo forçar as plataformas a resolver os seus problemas internamente.
Este episódio soma-se a uma multa de 120 milhões de euros aplicada ao X em dezembro por outras violações da legislação comunitária.













