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Ex-presidente russo Dmitry Medvedev ameaça líderes europeus com retaliação militar

Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, lançou um aviso severo aos líderes europeus, ameaçando com retaliação militar caso estes decidam enviar tropas para ajudar a Ucrânia.
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O ex-presidente russo, Dmitry Medvedev, classificou os responsáveis europeus como "governantes idiotas" e advertiu-os contra o envio de forças internacionais para a Ucrânia.

As declarações surgiram em resposta aos resultados da cimeira da Coligação da Boa Vontade sobre a Ucrânia, realizada em Paris, onde França e Reino Unido concordaram em estabelecer bases operacionais avançadas no território ucraniano como parte de uma futura força multinacional do pós-guerra, uma possibilidade que Moscovo considera "intolerável".

Através das redes sociais, Medvedev reiterou a posição russa: "Já foi dito mil vezes: a Rússia não aceitará tropas europeias ou da NATO na Ucrânia".

O vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia dirigiu-se especificamente ao presidente francês, Emmanuel Macron, a quem chamou de "Micron", acusando-o de espalhar um "disparate patético". Para reforçar a sua ameaça, Medvedev publicou um vídeo do bombardeamento de sexta-feira a Kiev, acompanhado da mensagem: "Se ainda querem a guerra na Europa, que venham.

É isto que os espera".

O ataque russo à capital ucraniana, referido por Medvedev, provocou pelo menos quatro mortos e 20 feridos.

Este bombardeamento destacou-se pela utilização, pela segunda vez desde o início do conflito, do míssil Oreshnik, com capacidade para transportar ogivas nucleares.

Moscovo justificou a ofensiva como uma "resposta ao ataque terrorista do regime de Kiev contra o Presidente da Federação Russa [Vladimir Putin] na região de Novgorod, a 29 de dezembro de 2025". A Ucrânia nega a ocorrência de tal ataque, e o presidente dos EUA, Donald Trump, expressou dúvidas sobre a veracidade do evento.

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