Combatentes curdos aceitam retirar de Alepo após confrontos com o exército sírio



Um acordo mediado por atores internacionais levou a um cessar-fogo e à retirada dos combatentes das Forças Democráticas da Síria (HSD) dos distritos de Ashrafieh e Sheikh Maqsoud, em Alepo, em direção ao nordeste do país. A retirada foi confirmada tanto pelas HSD como pela agência de notícias oficial síria, SANA, que reportou a saída do último grupo de membros das HSD de autocarro. Os confrontos, descritos como os mais violentos em Alepo desde a queda de Bashar al-Assad em dezembro de 2024, eclodiram após um impasse nas negociações para a integração das forças curdas no exército sírio, uma medida que deveria ter sido concluída até ao final de 2025. O governo de Damasco acusou as Unidades de Proteção Popular (YPG), a espinha dorsal das HSD, de violar acordos de segurança anteriores, enquanto a autoridade curda acusou o governo de não satisfazer as suas exigências de uma federação. O governo sírio descreveu a sua intervenção como uma "operação limitada e específica" para "restaurar a ordem pública", garantindo que não visava nenhum grupo étnico e que tinha como prioridade a proteção de civis.
No entanto, os combates tiveram um elevado custo humano, com pelo menos 21 civis mortos e um número de deslocados que, segundo fontes oficiais, se situa entre 155 mil e mais de 160 mil pessoas.
Os Estados Unidos e a União Europeia apelaram ao fim imediato das hostilidades.
Apesar do anúncio do exército sírio sobre o fim da operação, as HSD contestaram esta versão, afirmando que a resistência continuava e acusando as forças governamentais de bombardearem um hospital com doentes no seu interior e de executarem uma combatente. Em paralelo com estes acontecimentos, os Estados Unidos anunciaram ter realizado ataques "de grande escala" contra alvos do Estado Islâmico em toda a Síria, em colaboração com forças parceiras.




















