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Exposição de Vieira da Silva em Bilbau atrai mais de 200 mil visitantes enquanto pintura de Domingos Sequeira inicia classificação como tesouro nacional

A arte portuguesa alcança novo reconhecimento, tanto a nível internacional com uma retrospetiva de sucesso de Maria Helena Vieira da Silva, como em território nacional com a proteção de uma obra-prima de Domingos Sequeira.
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A exposição "Maria Helena Vieira da Silva: Anatomia do Espaço", patente no Museu Guggenheim de Bilbau, em Espanha, já foi visitada por mais de 200 mil pessoas (201.589) desde a sua inauguração em outubro. A mostra, que integra a programação de 2025 do museu que somou um total de 1,3 milhões de entradas, explora a evolução da linguagem visual da artista portuguesa, analisando momentos essenciais da sua carreira entre a década de 1930 e o final dos anos 80. A exposição, que pode ser visitada até 22 de fevereiro, aborda várias fases da vida e obra da pintora, como a sua relação com o marido, Arpad Szenes, o seu estúdio, o exílio no Rio de Janeiro e a influência do xadrez.

O programa paralelo inclui a projeção do documentário "VIEIRARPAD", de João Mário Grilo.

Nascida em Lisboa em 1908, Maria Helena Vieira da Silva estabeleceu-se em Paris, onde conheceu o seu marido.

Após um exílio de sete anos no Brasil durante a Segunda Guerra Mundial, adquiriu a cidadania francesa.

A sua obra está presente em importantes coleções internacionais, como as do Centre Georges Pompidou, MoMA, Guggenheim de Nova Iorque e Tate Collection.

Em Lisboa, a Fundação Arpad Szenes - Maria Helena Vieira Silva dedica-se à divulgação do seu legado.

Simultaneamente, em Portugal, foi iniciado o procedimento para classificar a pintura "Descida da Cruz", de Domingos António de Sequeira, como bem de interesse nacional, ou "tesouro nacional". A iniciativa da Museus e Monumento de Portugal (MMP) visa a proteção e valorização da obra, datada de cerca de 1827, reconhecendo o seu "valor cultural de significado relevante para a Nação".

Esta classificação estabelece proteção legal sobre a obra, impedindo a sua saída do território nacional sem autorização prévia por tempo limitado e para fins culturais ou científicos.

A pintura foi alvo de controvérsia em 2023-2024, quando a sua saída do país foi autorizada, contrariando pareceres de especialistas. Em março de 2024, a obra foi adquirida pela Fundação Lello na feira de arte TEFAF, nos Países Baixos, numa ação concertada com a MMP para garantir o seu regresso a Portugal.

Atualmente, a "Descida da Cruz" encontra-se em exposição no Museu Nacional Soares dos Reis, no Porto.

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