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Ordem dos Farmacêuticos defende automedicação estruturada face à sua elevada prática em Portugal

Um estudo recente revelou que mais de metade dos portugueses se automedica, levando a Ordem dos Farmacêuticos a defender a integração desta prática no sistema de saúde, desde que de forma estruturada, segura e com o devido acompanhamento profissional.
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A automedicação é um hábito enraizado na sociedade portuguesa, com mais de metade da população a recorrer a esta prática, segundo um estudo da NOVA School of Business & Economics.

A investigação, intitulada “Automedicação em Portugal: Práticas, Determinantes e Perfis Comportamentais”, revela que esta prática se estende a diversas áreas, incluindo a saúde mental, e é frequentemente realizada sem o conhecimento do médico assistente, muitas vezes com recurso a medicamentos sujeitos a receita médica guardados de tratamentos anteriores.

Em reação a estes dados, a Ordem dos Farmacêuticos (OF) reconheceu que a automedicação pode constituir uma resposta válida no sistema de saúde, contribuindo para a autonomia dos cidadãos, especialmente perante as dificuldades e a morosidade no acesso aos cuidados de saúde primários. No entanto, a OF sublinha a necessidade de esta prática ser encarada de forma estruturada e responsável, baseada numa avaliação informada por parte do utente para evitar potenciais riscos. A organização defende que a solução não passa por desencorajar a autonomia do cidadão, mas por criar mecanismos que garantam a segurança e a integração desta prática no sistema de saúde.

Para tal, a Ordem dos Farmacêuticos destaca o papel determinante do farmacêutico na promoção da literacia em saúde.

Propõe a implementação de protocolos que permitam a intervenção farmacêutica em situações clínicas ligeiras, assegurando o aconselhamento e a monitorização adequados.

O estudo corrobora esta visão, sugerindo um reforço do papel do farmacêutico e o alargamento das consultas de reconciliação terapêutica nas farmácias, uma medida considerada crucial para a segurança de doentes crónicos polimedicados.

O debate foca-se, assim, na necessidade de aliar a autonomia do utente à informação clara e ao acompanhamento profissional.

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