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FBI realiza buscas na residência de uma jornalista do Washington Post

O FBI realizou buscas na residência da jornalista do Washington Post, Hannah Natanson, no âmbito de uma investigação sobre fugas de informações confidenciais do Pentágono. A ação, descrita pelo jornal como "incomum e agressiva", levanta questões sobre a liberdade de imprensa.
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A agência de serviços secretos internos norte-americana (FBI) efetuou buscas na residência da jornalista do Washington Post, Hannah Natanson, na Virgínia, como parte de uma investigação sobre a divulgação de informações classificadas como importantes para a segurança nacional. A operação foi realizada a pedido do Departamento de Defesa e, durante as buscas, os agentes apreenderam o telemóvel, dois computadores portáteis de trabalho e um smartwatch da jornalista, que se encontrava em casa no momento da rusga.

A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, confirmou a ação nas redes sociais, afirmando que Natanson estava "a receber e a publicar informações confidenciais e ilegalmente divulgadas por um subcontratado do Pentágono".

Bondi sublinhou que "o autor das fugas de informação está atualmente atrás das grades" e que o governo de Donald Trump "não tolerará fugas ilegais" que representem um risco para a segurança nacional. Apesar da busca, os agentes do FBI informaram a jornalista de que ela não é o alvo da investigação.

O foco centra-se em Aurelio Perez-Lugones, um administrador de sistemas de uma empresa subcontratada pelo Pentágono, com acesso a "informações ultrassecretas". Perez-Lugones, que serviu na Marinha dos EUA durante 20 anos, foi detido na semana anterior em Maryland, acusado de aceder e remover relatórios confidenciais do seu local de trabalho desde outubro de 2025.

Documentos foram encontrados no seu veículo e na sua residência.

Hannah Natanson é conhecida por cobrir a atividade do governo Trump e fez parte da equipa de jornalistas que recebeu o Prémio Pulitzer em 2022 pela cobertura do ataque ao Capitólio. O Washington Post classificou a busca como "extremamente incomum e agressiva", notando que, em abril anterior, a procuradora-geral tinha revogado uma norma da administração Biden que protegia os registos telefónicos dos jornalistas de serem investigados para identificar fontes governamentais.

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