Hospital de Coimbra nega que doente oncológica tenha ficado no chão por falta de macas



O caso teve início com a denúncia do filho de uma doente oncológica em fase terminal, que alegou que a sua mãe foi obrigada a deitar-se no chão do Serviço de Urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC) por falta de macas.
A denúncia, partilhada nas redes sociais, relatava as dores insuportáveis da mulher e as dificuldades no acesso a cuidados, tendo o filho mantido as suas acusações mesmo após o desmentido do hospital. Em resposta, a Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra desmentiu publicamente as acusações, classificando-as como "infundadas" e um ato de "exploração mediática". Segundo a versão da instituição, baseada em registos clínicos e testemunhos de profissionais, a utente chegou calma e orientada, tendo-lhe sido disponibilizada uma cadeira de rodas.
A ULS afirma que, posteriormente, um familiar decidiu ir ao carro buscar uma manta, estendê-la no chão e deitar a doente, anunciando a intenção de fotografar e divulgar a situação. O comunicado da ULS detalha que a equipa de enfermagem interveio de imediato após ser alertada por um bombeiro.
A instituição esclarece ainda o percurso clínico da doente, que recorreu à Urgência em duas ocasiões.
Na primeira, foi triada com prioridade laranja às 13h45, observada, medicada e teve alta às 20h34. Dois dias depois, regressou, foi novamente classificada com triagem laranja às 10h34, reavaliada e teve alta às 13h43, com seguimento articulado.
A ULS de Coimbra defende o profissionalismo das suas equipas, que enfrentam elevada pressão assistencial, e reitera que nunca permitiria que uma doente, oncológica ou não, permanecesse no chão por falta de meios.
A instituição mostrou-se disponível para prestar todos os esclarecimentos necessários para repor a verdade dos factos.











