Fórum para a Competitividade prevê aceleração do PIB enquanto Portugal prepara o lançamento de satélites e reforma a Taça de Portugal



O Fórum para a Competitividade estima que a economia portuguesa acelere em 2026, prevendo um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2,0% e 2,3%, após uma expansão de 1,9% em 2025. Esta projeção otimista baseia-se em condições conjunturais favoráveis e no estímulo final do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
A organização antecipa que a taxa de desemprego se mantenha estável, entre 6% e 7%, e acredita ser possível alcançar um novo excedente orçamental, apesar dos desafios estruturais que persistem. Contudo, o Fórum alerta para problemas estruturais que limitam o potencial de crescimento do país, como os baixos níveis de produtividade e um peso do investimento no PIB inferior ao necessário para impulsionar os salários.
As exportações têm demonstrado um comportamento modesto, sendo necessárias reformas para melhorar a competitividade.
O consumo deverá continuar a ser suportado pelo crescimento do emprego e dos salários reais, enquanto o investimento tem condições para uma forte aceleração, impulsionado pelo PRR e por eventuais alterações nos processos de licenciamento.
No campo da inovação, Portugal prepara-se para lançar a sua primeira constelação de satélites, denominada Lusíada, um projeto liderado pela empresa LusoSpace. Com um investimento de 15 milhões de euros, maioritariamente financiado pelo PRR, a iniciativa visa criar o primeiro grupo de satélites VDES do mundo para comunicações marítimas seguras. O lançamento dos primeiros quatro satélites está previsto para o primeiro trimestre de 2026, e serão batizados com nomes de grandes vultos da literatura portuguesa: Camões, Pessoa, Saramago e Agustina. No desporto, a Taça de Portugal será alvo de uma reforma no seu formato.
As alterações mais significativas incluem a disputa das meias-finais a uma só mão e a entrada mais tardia das equipas da primeira liga na competição.
As justificações apresentadas para estas mudanças centram-se na necessidade de aliviar o congestionado calendário internacional, proteger a saúde e o bem-estar dos jogadores e reforçar a identidade histórica da prova, baseada em eliminatórias de jogo único, potenciando a imprevisibilidade e a surpresa.



















