Funicular da Graça em Lisboa é finalista do prémio de arquitetura Mies van der Rohe 2026



O projeto do Funicular da Graça, da autoria do Atelier Bugio, é um dos 40 finalistas ao prémio de arquitetura Mies van der Rohe 2026. A obra, que liga a Rua dos Lagares, na Mouraria, ao miradouro Sophia de Mello Breyner Andresen, na Graça, foi a única selecionada entre doze projetos portugueses que estavam inicialmente nomeados para o galardão, considerado uma das mais importantes distinções da arquitetura europeia.
A seleção foi anunciada pela Comissão Europeia e pela Fundação Mies van der Rohe, que organizam o prémio com o apoio do programa Europa Criativa da União Europeia.
As 40 obras finalistas foram escolhidas a partir de um total de 410 candidaturas e distribuem-se por 36 cidades de 18 países. Esta 19.ª edição do prémio distingue obras concluídas entre maio de 2023 e abril de 2025 que demonstrem excelência e inovação na arquitetura contemporânea europeia.
Um júri internacional, presidido pelo arquiteto Smiljan Radić, irá agora reduzir a lista a sete finalistas em fevereiro.
Posteriormente, na primavera, os jurados visitarão os locais das obras finalistas para se reunirem com os arquitetos, clientes e utilizadores.
Segundo a organização, os projetos selecionados exemplificam uma abordagem ética e sustentável, com impacto social a longo prazo, e destacam a importância da colaboração entre arquitetura, planeamento urbano e investimento.
O júri valorizou também projetos que introduzem novas ideias e energia no espaço público, reforçando a arquitetura como uma força progressista.
Entre os finalistas encontram-se 21 projetos de regeneração, 17 novas construções e duas extensões.
A primeira edição do Prémio Mies van der Rohe, em 1988, foi vencida pelo arquiteto português Álvaro Siza, com o edifício do antigo banco Borges & Irmão, em Vila do Conde.






