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Galp e Moeve negoceiam fusão para criar gigantes energéticos na Península Ibérica

A Galp e a espanhola Moeve anunciaram o início de negociações para uma potencial fusão dos seus negócios de refinação e de retalho na Península Ibérica, uma operação que poderá criar dois novos gigantes energéticos europeus.
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A petrolífera portuguesa Galp e a espanhola Moeve (antiga Cepsa) estão a negociar a integração dos seus negócios de 'downstream' (refinação e distribuição) para criar duas novas plataformas energéticas na Península Ibérica. O acordo prevê a criação de duas novas sociedades: a RetailCo, focada na mobilidade e retalho, e a IndustrialCo, centrada na refinação, petroquímica e combustíveis de baixo carbono.

No que diz respeito à estrutura acionista, a Galp deterá 50% da RetailCo, partilhando o controlo com os atuais acionistas da Moeve (o fundo Mubadala dos Emirados Árabes Unidos e o grupo americano Carlyle). Na IndustrialCo, a Galp terá uma participação de pelo menos 20%, ficando o controlo maioritário com os acionistas da Moeve. A RetailCo combinará as redes de postos de abastecimento de ambas as empresas, criando um gigante ibérico com cerca de 3.500 estações de serviço e uma quota de mercado combinada de 22%, ameaçando a liderança da Repsol, que detém 23%. A IndustrialCo juntará a refinaria de Sines da Galp, com capacidade para processar 220 mil barris diários, às duas refinarias da Moeve na Andaluzia, que processam 468 mil barris. A capacidade combinada de cerca de 700 mil barris diários ultrapassará a da Repsol em Espanha, tornando a nova entidade uma das maiores refinadoras da Europa. Esta plataforma industrial irá também agregar projetos de transição energética, como os biocombustíveis e hidrogénio em Sines e o Vale de Hidrogénio Verde da Andaluzia. A notícia foi bem recebida pelos mercados, com as ações da Galp a valorizarem mais de 2%, e os analistas consideram a operação positiva, pois permite à Galp focar-se nos seus negócios mais rentáveis de exploração e produção ('upstream'). No entanto, a fusão gerou preocupação política em Portugal, com o PCP a solicitar uma audição parlamentar urgente com a ministra da Energia, expressando receios sobre o futuro da refinaria de Sines, a soberania energética do país e o potencial impacto nos preços para os consumidores.

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