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Giorgia Meloni entre as vítimas de site pornográfico italiano com fotografias manipuladas

A divulgação de fotografias manipuladas de mulheres políticas, incluindo a primeira-ministra Giorgia Meloni, num site pornográfico italiano, gerou uma onda de indignação e desencadeou uma investigação policial. O caso trouxe para o centro do debate a violência digital e a misoginia na sociedade italiana.
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A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, manifestou-se “enojada” após a descoberta de um site pornográfico, Phica.eu, que publicava fotografias suas e de outras mulheres públicas manipuladas digitalmente. O site, que contava com mais de 700 mil subscritores, foi encerrado após a denúncia do caso, que expôs uma cultura de violência digital e misoginia. Meloni apelou para que os responsáveis sejam identificados e punidos “com a máxima severidade”, sublinhando que conteúdos aparentemente inofensivos podem tornar-se uma “arma terrível”.

As vítimas incluem um vasto leque de figuras da vida pública italiana.

Além de Giorgia Meloni, foram alvo a sua irmã, Arianna Meloni, a líder da oposição, Elly Schlein, e outras políticas como Mara Carfagna, Mariastella Gelmini, Maria Elena Boschi e Chiara Appendino. As ministras Anna Maria Bernini e Daniela Santanché também foram visadas, assim como personalidades fora da política, como a influenciadora Chiara Ferragni e a atriz Paola Cortellesi.

As imagens originais foram retiradas de perfis de redes sociais e de aparições públicas, como comícios ou entrevistas, e depois alteradas para criar representações de cariz sexual, acompanhadas por legendas sexistas e vulgares numa secção “VIP” do fórum.

O escândalo tornou-se público após uma queixa formal de Valeria Campagna, membro do Partido Democrático (PD), que se declarou “enojada, irritada e desiludida”. As denúncias de várias políticas do seu partido levaram ao início de uma investigação policial. Após o encerramento do site, Campagna defendeu a necessidade de uma “profunda mudança cultural”, afirmando que as leis, por si só, são insuficientes para combater um problema que normaliza a violência.

Este incidente insere-se num contexto mais vasto de partilha de conteúdos não consensuais em Itália.

Na semana anterior, a Meta já havia encerrado uma conta no Facebook chamada “Mia Moglie” (Minha Esposa), onde homens trocavam fotografias íntimas de mulheres. Um estudo de 2019 da Universidade de Milão já indicava que 20% das mulheres italianas tinham sido vítimas deste tipo de crime, reforçando a natureza estrutural do problema.

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