Apple escolhe os modelos Gemini da Google para potenciar a assistente Siri



A Apple confirmou oficialmente que irá utilizar os modelos de inteligência artificial (IA) Gemini, da Google, para alimentar a próxima geração da sua assistente virtual Siri e outras funcionalidades nos seus dispositivos.
A decisão, comunicada à estação televisiva norte-americana CNBC, sela uma das parcerias mais importantes da década no setor tecnológico, após meses de especulação.
Numa declaração oficial, a Apple justificou a escolha afirmando que, "após uma avaliação cuidadosa", concluiu que a tecnologia da Google oferece "a base mais robusta" para os seus próprios modelos de fundação, os Apple Foundation Models. A colaboração, descrita como plurianual, não se limita ao software, abrangendo também a utilização da infraestrutura de cloud da Google para executar os modelos de IA. O objetivo é dotar os produtos da Apple de capacidades de IA mais avançadas do que as atuais.
A implementação está prevista para o início de 2026, com algumas fontes a apontarem para o período entre março e abril, coincidindo com o lançamento do iOS 26.4.
Espera-se que a nova Siri, potenciada pelo Gemini, tenha uma melhor compreensão contextual, consiga reconhecer informação no ecrã e permita uma interação mais natural com o utilizador.
Contudo, ainda não foram clarificados os detalhes sobre a sua coexistência com o pacote Apple Intelligence ou se existirão requisitos de hardware específicos.
Esta aliança representa uma derrota para a OpenAI, criadora do ChatGPT, que até recentemente estava integrada no ecossistema da Apple através do Apple Intelligence, lançado no final de 2024. A escolha da Apple pelo Gemini evidencia a crescente competitividade dos modelos da Google no mercado da IA generativa, solidificando a sua posição face a concorrentes como a empresa de Sam Altman.







