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Gouveia e Melo critica adversários e posiciona-se como candidato exigente na corrida presidencial

O candidato presidencial Gouveia e Melo intensificou as críticas aos seus adversários durante ações de campanha, acusando-os de cinismo e de uma atitude "miss mundo", enquanto se apresenta como a única opção decidida e exigente para o país.
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Em eventos de campanha em Vila Nova de Famalicão e Santo Tirso, acompanhado por figuras como o seu mandatário nacional Rui Rio e o autarca Isaltino Morais, o candidato presidencial Gouveia e Melo dirigiu duras críticas aos seus opositores. O antigo chefe do Estado-Maior da Armada focou-se em particular em António José Seguro, considerando um "descaramento" o seu pedido de uma oportunidade após décadas na política sem resultados visíveis. Gouveia e Melo acusou o Partido Socialista de "casamentos de conveniência", recordando a disputa interna de 2014 entre Seguro e António Costa, e criticou o apoio dos "costistas" ao antigo secretário-geral do PS.

O almirante alargou as suas críticas a outros candidatos, sem os nomear diretamente, que adotam uma "posição tipo miss mundo", onde "é tudo uma maravilha", e que prometem ser "amigos do Governo" por receio de criar instabilidade. Gouveia e Melo contrapôs esta postura com a necessidade de "exigência" e "pressão constante" sobre os problemas do país, como as baixas pensões que não permitem uma vida digna aos idosos.

Afirmou que ser moderado não significa ser indeciso, destacando a sua capacidade de decisão, exemplificada pela sua liderança no plano de vacinação contra a covid-19. Posicionando-se como um homem "ideologicamente ao centro, mas não do centrão dos interesses", Gouveia e Melo prometeu lutar contra a partidarização da administração pública, defendendo a contratação de profissionais competentes em vez de pessoas com filiação partidária.

O seu mandatário, Rui Rio, reforçou os ataques, criticando os adversários de Gouveia e Melo, desde o "comentador" (Marques Mendes), ao "populista" (André Ventura), passando pelos candidatos do "tanto faz" (António José Seguro e Cotrim Figueiredo).

Sobre a segurança interna, o candidato presidencial defendeu que as decisões devem basear-se em dados e não em perceções, afirmando que, apesar de alguns problemas como a violência doméstica, Portugal continua a ser um dos países mais seguros do mundo.

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