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Primeiro-ministro da Gronelândia apela à calma e cooperação face a ameaças dos Estados Unidos

O governo da Gronelândia reagiu às ameaças de anexação por parte dos Estados Unidos, apelando à calma e propondo o restabelecimento da cooperação, enquanto a União Europeia reafirma o seu apoio à soberania dinamarquesa.
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O primeiro-ministro da Gronelândia, Jens-Frederik Nielsen, defendeu que o território autónomo dinamarquês deve evitar o "pânico" perante as ameaças de ocupação por parte dos Estados Unidos, propondo firmeza e abertura à cooperação. Numa conferência de imprensa em Nuuk, capital da Gronelândia, Nielsen afirmou que a situação não permite que os EUA conquistem o território e que se deve restabelecer a "boa cooperação" que existia anteriormente, apesar de o governo local pretender adotar "uma postura mais firme". A tensão intensificou-se após comentários do presidente norte-americano, Donald Trump, à revista The Atlantic, nos quais, questionado sobre as implicações para a Gronelândia de um recente ataque militar dos EUA na Venezuela, reiterou que os Estados Unidos "precisam da Gronelândia do ponto de vista da segurança nacional".

O primeiro-ministro gronelandês recusou qualquer paralelo com a Venezuela, sublinhando que a Gronelândia é um país democrático "há muitos e muitos anos".

A situação já se vinha a agravar desde a nomeação de um enviado especial dos EUA para a Gronelândia no final de dezembro e uma publicação nas redes sociais associada à Casa Branca que sugeria uma futura anexação. A União Europeia (UE) reagiu de forma veemente, avisando que a Gronelândia "não é um bocado de terra que esteja à venda". As porta-vozes Paula Pinho e Annitta Hipper garantiram o apoio ao território e reiteraram a defesa dos princípios de soberania nacional e integridade territorial, especialmente quando a de um Estado-membro está em causa.

Outros líderes europeus, como o primeiro-ministro britânico Keir Starmer, também manifestaram solidariedade com a Dinamarca.

A Gronelândia, com 57.000 habitantes, possui uma localização estratégica e recursos minerais significativos e inexplorados.

Os EUA já mantêm uma base militar na ilha.

A representante da Gronelândia no parlamento dinamarquês, Aaja Chemnitz, considerou essencial estar preparado para todos os cenários.

Uma sondagem de janeiro de 2025 revelou que 85% dos gronelandeses se opõem a uma anexação aos EUA.

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