Ataques israelitas em Gaza e no Líbano causam vítimas e aumentam a tensão regional



A Defesa Civil de Gaza reportou que ataques israelitas na quinta-feira provocaram a morte a 13 palestinianos, incluindo cinco crianças, num dos dias mais violentos desde o cessar-fogo estabelecido em outubro.
Entre os incidentes, um drone atingiu uma tenda de deslocados no sul de Gaza.
O Hamas acusou Israel de violar a trégua e o seu porta-voz, Bassem Naim, responsabilizou o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, pelo fracasso do plano de paz, alegando que este tenta sabotar o acordo para benefício político pessoal.
O exército israelita afirmou estar a investigar os factos.
Desde o início da retaliação israelita ao ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023, mais de 71.300 pessoas morreram em Gaza. A situação humanitária no enclave palestiniano é crítica, agravada por chuvas torrenciais e ventos fortes que destruíram tendas e inundaram campos de deslocados improvisados, onde vivem centenas de milhares de pessoas.
Segundo a ONU, mais de três quartos dos edifícios do território foram destruídos.
Organizações humanitárias internacionais temem um agravamento da situação e apontam dificuldades na distribuição de ajuda devido a restrições impostas por Israel, o que as autoridades israelitas negam.
A tensão estende-se à fronteira com o Líbano, onde as forças israelitas realizaram ataques na quinta-feira contra o Hezbollah, apesar do cessar-fogo em vigor desde novembro de 2024.
A ofensiva ocorreu durante uma visita de líderes europeus à região.
O governo libanês acusou Israel de boicotar os esforços para consolidar a paz, enquanto Israel considerou insuficientes as tentativas libanesas de desarmar o Hezbollah.
Em Beirute, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano declarou que Teerão não deseja uma nova guerra, mas está "preparado" para ela.



















