O Hamas irá dissolver o seu governo em Gaza quando um novo executivo tecnocrático assumir o poder



O Hamas comprometeu-se a dissolver o seu governo na Faixa de Gaza assim que um executivo tecnocrático palestiniano, sem filiação política, assuma a administração da região. Esta transição faz parte de um plano de paz mais amplo, mediado pelos Estados Unidos, que se segue a um cessar-fogo que entrou em vigor a 10 de outubro. A supervisão do novo governo e de outros aspetos do acordo, como o desarmamento do Hamas e a implementação de uma força de segurança internacional, ficará a cargo de um órgão internacional denominado "Conselho da Paz", liderado pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Embora os membros do conselho ainda não tenham sido anunciados, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, revelou que o diplomata búlgaro Nickolay Mladenov foi selecionado para o cargo de diretor-geral.
Mladenov é um antigo enviado da ONU para o Médio Oriente com experiência em mediar tensões entre Israel e o Hamas.
Apesar do cessar-fogo, a violência persiste, com relatos de que três palestinianos foram mortos por tiros israelitas.
Ambas as partes, Israel e Hamas, acusam-se mutuamente de violar a trégua. Segundo autoridades de saúde locais, mais de 400 palestinianos foram mortos desde o início do cessar-fogo, com as forças armadas israelitas a afirmarem que todas as suas ações foram em resposta a violações do acordo. O acordo, que começou com a libertação de reféns em troca de prisioneiros palestinianos, ainda se encontra na sua primeira fase.
Entretanto, continuam os esforços diplomáticos para avançar no processo.
O Hamas está a enviar uma delegação, liderada por Khalil al-Hayya, para conversações com representantes do Egito, Catar e Turquia sobre a transição para a segunda fase do plano.
Estão também previstas reuniões com outras fações palestinianas para finalizar a composição da comissão tecnocrática, cujos nomes ainda não foram anunciados.



















