Relatório revela diminuição dos incidentes de violência associada ao desporto em 2024/25



O número global de incidentes de violência associada ao desporto diminuiu na época 2024/25, fixando-se em 7.140 ocorrências, uma redução face aos 8.879 registados em 2023/24. Os dados, divulgados no Relatório de Análise da Violência Associada ao Desporto (RAViD) e baseados nas informações do Ponto Nacional de Informações sobre Desporto (PNID), indicam ainda 127 situações de incumprimento de deveres por parte dos promotores de espetáculos desportivos. A posse ou uso de artefactos pirotécnicos continua a ser a infração mais comum, representando 60,1% do total, apesar de ter diminuído de 5.673 para 4.213 casos. As injúrias também desceram de 717 para 625. Em contrapartida, verificou-se um aumento no arremesso de objetos (de 281 para 317), na invasão da área do espetáculo desportivo (de 168 para 202) e na venda ilícita de bilhetes (de 26 para 52). Os casos de incitamento à violência, racismo, xenofobia e intolerância baixaram de 114 para 98.
O futebol é a modalidade com o maior número de ocorrências, sendo que a I Liga lidera com 3.213 incidentes, seguida das competições distritais (998) e das competições da UEFA (704).
Nas restantes modalidades, o futsal destaca-se, representando 74,9% dos casos.
As medidas de interdição de acesso a recintos desportivos também diminuíram, de 573 para 523. A Autoridade para a Prevenção e o Combate à Violência no Desporto (APCVD) foi responsável pela aplicação de 462 destas medidas (88,3%), enquanto os tribunais aplicaram 61.
Os adeptos do Sporting foram os mais visados, com 123 interdições, seguidos pelos do Benfica (82) e do FC Porto (65).
O número de decisões contraordenacionais da APCVD também baixou de 786 para 692.
O perfil dos infratores mostra que 94,5% são homens, sendo a maioria adeptos (553), havendo ainda 95 agentes desportivos e 38 promotores sancionados.
















