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INEM e Liga dos Bombeiros acordam reforço de meios na Margem Sul após falhas no socorro

O Instituto Nacional de Emergência Médica e a Liga dos Bombeiros Portugueses acordaram um reforço de meios para responder a constrangimentos operacionais, que esta semana terão resultado em pelo menos três mortes. A medida foca-se inicialmente na margem sul do Tejo e surge num contexto de críticas à falta de ambulâncias e à retenção de macas nos hospitais.
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O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) e a Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) acordaram um reforço permanente de meios para o serviço de emergência médica, com foco inicial na margem sul do Tejo, uma área que enfrenta constrangimentos significativos. O acordo, alcançado numa reunião entre os presidentes das duas entidades, prevê a conversão de contratos sazonais de ambulâncias em contratos permanentes e o alargamento da disponibilidade de algumas equipas de 12 para 24 horas. O número de meios a reforçar ainda não foi quantificado, dependendo de um levantamento da LBP junto das associações de bombeiros.

Ambas as partes sublinharam que a reunião já estava agendada há dez dias, não sendo uma reação direta às recentes mortes por alegadas falhas no socorro.

Este acordo surge num momento crítico, com a notícia de pelo menos três mortes durante a semana de pessoas que aguardavam por socorro do INEM.

O presidente do INEM, Luís Cabral, garantiu total transparência na averiguação destes casos.

Os constrangimentos no sistema de emergência têm sido alvo de várias críticas.

O presidente da Câmara do Seixal, por exemplo, acusou o INEM de não ter contratualizado ambulâncias suficientes com os bombeiros da região. Por sua vez, a LBP, através do seu presidente António Nunes, tem alertado para a retenção de macas nas urgências hospitalares, o que imobiliza as ambulâncias e compromete a capacidade de resposta a novas emergências.

A Liga chegou a ameaçar a cobrança de uma taxa aos hospitais por cada maca retida.

Para contornar o problema da retenção de macas, algumas corporações de bombeiros têm adotado soluções próprias.

Na Lezíria do Tejo, corporações como a da Castanheira do Ribatejo estão a equipar as suas ambulâncias com uma segunda maca de reserva, garantindo que o veículo pode regressar ao serviço mesmo que a maca original fique retida no hospital. No distrito de Évora, uma situação semelhante foi resolvida através da cooperação: os bombeiros cederam temporariamente dez macas ao Hospital do Espírito Santo durante um pico de afluência, evitando que as ambulâncias ficassem inoperacionais. Segundo a Federação dos Bombeiros do Distrito de Évora, esta solução foi alcançada sem custos e não comprometeu a capacidade de socorro, graças a uma boa relação com a administração hospitalar.

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