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Internamentos em cuidados intensivos por gripe aumentaram na primeira semana de 2026

A pressão da gripe sobre os hospitais portugueses intensificou-se no arranque de 2026, com um aumento significativo dos internamentos em Unidades de Cuidados Intensivos (UCI), afetando sobretudo idosos com doenças crónicas e baixa taxa de vacinação.
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O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) revelou que, na primeira semana de 2026, de 29 de dezembro de 2025 a 4 de janeiro, a proporção de doentes com gripe em UCI subiu para 18,8%, um valor consideravelmente superior aos 11,3% da semana anterior. Durante este período, 16 UCI notificaram 27 novos casos graves de gripe, um acréscimo face aos 16 casos reportados por 13 unidades na semana precedente.

O perfil dos doentes internados em estado grave evidencia a vulnerabilidade dos mais velhos e de pessoas com comorbilidades. Dos 27 casos, catorze tinham 65 ou mais anos e 22 apresentavam pelo menos uma doença crónica de base.

Um dado preocupante é a baixa cobertura vacinal entre estes doentes: dos 24 que tinham recomendação para se vacinarem contra a gripe sazonal, apenas seis o tinham feito.

O estado vacinal de dois doentes era desconhecido.

No panorama geral das infeções respiratórias, a Rede Portuguesa de Laboratórios para o Diagnóstico da Gripe notificou 1.340 novos casos de gripe na semana em análise, elevando o total acumulado desde o início da época para 11.795.

A incidência de infeção respiratória aguda grave (SARI) manteve-se elevada, com 11,7 casos por 100 mil habitantes, sendo a taxa mais alta no grupo etário com 65 ou mais anos.

Em contraste, nas crianças até aos quatro anos, verificou-se uma tendência decrescente.

O Vírus Sincicial Respiratório (RSV) foi o segundo agente mais detetado, com 397 casos.

O boletim do INSA registou ainda um excesso de mortalidade por todas as causas em todas as regiões de Portugal continental, em ambos os sexos e em vários grupos etários a partir dos 45 anos.

Relativamente à covid-19, a monitorização genética do SARS-CoV-2 indica que a variante Ómicron BA.2.86 XFG continua a ser a dominante.

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