Irão ameaça retaliar contra os Estados Unidos e Israel em caso de ataque norte-americano



O presidente do parlamento do Irão, Mohammad Bagher Qalibaf, advertiu que os militares norte-americanos e Israel serão considerados "alvos legítimos" no caso de um ataque militar por parte dos Estados Unidos. A ameaça, proferida em resposta a declarações do presidente norte-americano Donald Trump, representa a primeira vez que Israel é explicitamente incluído na lista de possíveis alvos de uma retaliação iraniana.
Descrito como um linha-dura, Qalibaf fez os seus comentários enquanto deputados invadiam a tribuna do parlamento iraniano, entoando o cântico "Morte à América!".
Este episódio sublinha a intensificação da tensão e da contestação no país, que já enfrenta protestos internos com um número de mortos que ascende a 116.
Em resposta, as forças americanas afirmaram estar "posicionadas com capacidade de combate para se defenderem".
No entanto, subsistem dúvidas sobre a seriedade das intenções do Irão e a sua capacidade real para lançar um ataque significativo.
As defesas aéreas do país foram severamente danificadas durante uma guerra de 12 dias com Israel, ocorrida em junho. A decisão final sobre uma eventual entrada em guerra não caberá ao parlamento, mas sim ao líder supremo do Irão, o 'Ayatollah' Ali Khamenei, de 86 anos.
A inclusão de Israel na ameaça de retaliação marca uma nova fase no conflito latente na região.














