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Irão disponível para retomar negociações nucleares "justas"

A reativação de sanções da ONU contra o Irão por parte de potências europeias elevou a tensão diplomática, abrindo uma janela de 30 dias para negociações cruciais enquanto Teerão ameaça retaliar e, simultaneamente, se mostra aberto ao diálogo.
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A França, a Alemanha e o Reino Unido, conhecidos como o grupo E3, iniciaram o processo para reimpor sanções internacionais ao Irão, notificando o Conselho de Segurança da ONU de que Teerão está em "incumprimento significativo" dos seus compromissos no âmbito do acordo nuclear de 2015 (JCPOA). Esta ação ativou o mecanismo 'snapback', que estabelece um prazo de 30 dias para o restabelecimento de sanções suspensas há uma década, incluindo o congelamento de ativos iranianos no estrangeiro e penalizações ao seu programa de mísseis balísticos. A decisão europeia baseia-se em "provas factuais", nomeadamente relatórios da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) que, antes de um conflito com Israel em junho, indicavam que o Irão possuía urânio enriquecido a 60% e em quantidade suficiente para várias bombas atómicas.

A comunidade internacional reagiu de formas distintas.

A União Europeia e o secretário-geral da ONU, António Guterres, apelaram a que esta "janela de oportunidade" de 30 dias seja usada para encontrar uma solução diplomática e evitar uma nova escalada.

Os Estados Unidos mostraram-se abertos a um diálogo direto com Teerão.

Em oposição, a Rússia alertou para "consequências irreparáveis" e a China considerou a medida "contraproducente", defendendo o diálogo.

A resposta do Irão foi ambivalente.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Abbas Araghchi, classificou a ação do E3 como "ilegal e inválida", avisando que Teerão responderá de forma "apropriada" e que a cooperação com a AIEA ficaria "seriamente em risco".

No parlamento iraniano, prepara-se uma lei para retirar o país do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP).

Contudo, o mesmo ministro manifestou a disponibilidade do Irão para retomar negociações "justas e equilibradas", criticando a Europa por não ter cumprido as suas obrigações no JCPOA após a saída unilateral dos EUA em 2018.

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