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Israel declara Gaza “zona de combate perigosa”

A intensificação da ofensiva militar israelita na Faixa de Gaza culminou na declaração da Cidade de Gaza como "zona de combate perigosa", aumentando os receios de uma catástrofe humanitária e elevando o número de mortos para mais de 63 mil.
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O exército israelita declarou a Cidade de Gaza uma "zona de combate perigosa", pondo fim à "pausa tática local" diária que estava em vigor desde o final de julho para permitir a passagem de ajuda humanitária. Esta decisão surge no contexto de uma anunciada intenção de Israel de ocupar totalmente a cidade, que considera um bastião do Hamas com uma vasta rede de túneis. Embora não tenha sido emitida uma ordem de evacuação imediata, as forças israelitas afirmaram que a evacuação seria inevitável, preparando-se para uma ofensiva de grande escala.

A primeira-ministra da Estónia, Kaja Kallas, comentou que a decisão "não vai melhorar as coisas".

A ofensiva israelita, iniciada em outubro de 2023, já resultou num elevado custo humano.

Segundo o Ministério da Saúde de Gaza, o número de mortos ultrapassou os 63.025, com 159.490 feridos.

As autoridades alertam que o número real pode ser superior, pois muitos corpos permanecem sob os escombros.

A crise humanitária é agravada pela fome, com mais de 322 mortes confirmadas por desnutrição, incluindo 121 menores, devido às fortes restrições israelitas na entrega de ajuda. A Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados Palestinianos (UNRWA) alertou que a intensificação da operação militar poderá forçar a deslocação de quase um milhão de pessoas, agravando a sobrelotação em outras áreas e limitando ainda mais o acesso a cuidados de saúde e alimentos. A ONU também advertiu que o enclave poderá perder metade da sua capacidade de camas hospitalares se a invasão se concretizar.

No decorrer das suas operações, as autoridades israelitas anunciaram a recuperação dos corpos de dois reféns raptados pelo Hamas, um dos quais identificado como Ilan Weiss, de 56 anos.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou o compromisso de resgatar todos os reféns, "vivos e mortos".

Internamente, cresce a pressão para um cessar-fogo, com manifestações organizadas por associações como o Fórum das Famílias dos Reféns.

Em contraste, o ministro das Finanças israelita, Bezalel Smotrich, defendeu um plano radical que inclui a anexação de Gaza caso o Hamas não se renda. A guerra foi desencadeada pelo ataque do Hamas a 7 de outubro de 2023, que resultou na morte de cerca de 1.200 pessoas no sul de Israel e na captura de mais de duas centenas de reféns. A retaliação de Israel provocou a destruição generalizada das infraestruturas de Gaza e uma deslocação em massa da população.

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