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Hamas procura restos mortais de refém para avançar com acordo de paz em Gaza

A devolução dos restos mortais do último refém detido pelo Hamas é a condição imposta por Israel para avançar para a segunda fase do acordo de trégua, que inclui a reabertura da passagem de Rafah.
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As Brigadas Al-Qassam, braço armado do Hamas, estão a realizar buscas pelos restos mortais do último refém israelita num bairro da Cidade de Gaza, com a assistência do Comité Internacional da Cruz Vermelha. Esta operação insere-se na primeira fase do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos, que entrou em vigor a 10 de outubro e já permitiu a libertação de 20 reféns vivos.

A devolução dos corpos dos 28 reféns restantes é um dos compromissos assumidos pelo Hamas.

O processo tem sido marcado por acusações mútuas.

O Hamas alega dificuldades em localizar os corpos entre os escombros causados pelos bombardeamentos israelitas, apontando a falta de maquinaria pesada e acusando Israel de ter matado comandantes responsáveis pela vigilância dos cativos.

Por outro lado, o governo israelita acusa o movimento islamita de prolongar a entrega dos corpos para evitar as negociações da segunda fase do acordo, que preveem o desarmamento das milícias palestinianas. O governo de Benjamin Netanyahu estabeleceu a devolução dos restos do último refém como condição para reabrir a passagem de Rafah, que liga Gaza ao Egito e é o único ponto de saída não controlado por Israel. A passagem está praticamente encerrada desde que o exército israelita ocupou o lado palestiniano em maio de 2024.

Atualmente, apenas os postos de Zikim, Kerem Shalom e Kissufim estão abertos para a entrada de ajuda humanitária. A reabertura de Rafah é um elemento central da segunda fase do plano de paz, que inclui também a retirada total das tropas israelitas, a reconstrução do enclave e a criação de um governo de transição. Entretanto, a tensão no terreno persiste, com o exército israelita a reivindicar a morte de um membro de “alto nível” do Hamas num ataque que causou duas vítimas mortais na Cidade de Gaza.

A instabilidade regional é agravada pela troca de ameaças entre o Irão e o eixo EUA-Israel, devido aos protestos internos iranianos.

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