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Julgamento de José Sócrates adiado após advogada do Chega invocar objeção de consciência

O julgamento da 'Operação Marquês' sofreu um novo e insólito revés, sendo adiado mais uma vez devido à doença do advogado de José Sócrates e à subsequente recusa da defensora oficiosa nomeada por motivos políticos.
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O reinício do julgamento de José Sócrates no âmbito da 'Operação Marquês', que estava previsto para esta terça-feira, foi adiado para 13 de janeiro. A decisão do tribunal surgiu após o advogado do antigo primeiro-ministro, José Preto, ter comunicado que se encontra internado com uma pneumonia, sem data prevista de alta, e não ter designado um substituto.

Perante a ausência da defesa, o tribunal nomeou uma advogada oficiosa, Inês Louro.

Contudo, esta pediu escusa, invocando “objeção de consciência” por ser militante do Chega.

A advogada, que no passado foi presidente da Junta de Freguesia da Azambuja pelo PS, partido onde militou durante 31 anos, justificou que já se pronunciou publicamente de forma muito crítica sobre José Sócrates e que, por isso, não seria ético assumir a sua defesa.

Inês Louro é atualmente vereadora eleita pelo Chega em Azambuja.

Na sequência da recusa, o tribunal nomeou uma segunda advogada oficiosa, Ana Velho.

Esta também solicitou a dispensa da função, argumentando não reunir condições para analisar um processo de tal dimensão e complexidade no prazo legal de cinco dias.

A advogada acrescentou que não conhecia pessoalmente o arguido, que estava dispensado de comparecer na sessão. No entanto, o coletivo de juízes recusou o pedido de escusa de Ana Velho, concedendo-lhe cinco dias para contactar o arguido e tomar conhecimento do processo.

Assim, representará José Sócrates até ao regresso de José Preto.

Este não é o primeiro contratempo relacionado com a defesa do antigo governante.

O julgamento da 'Operação Marquês' encontra-se parado desde 11 de novembro de 2025, na sequência da renúncia do advogado Pedro Delille, que representou Sócrates durante 11 anos.

Na altura, o antigo primeiro-ministro também recusou ser representado pelo defensor oficioso que lhe foi atribuído.

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