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Banco de Portugal revela queda nos juros do crédito à habitação e estabilidade na rendibilidade das empresas

O Banco de Portugal divulgou um conjunto de indicadores económicos que mostram uma descida contínua nos juros do crédito à habitação em novembro, contrastando com a estabilidade da rendibilidade empresarial no terceiro trimestre de 2025.
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A taxa de juro média das novas operações de crédito à habitação continuou a sua trajetória descendente em novembro de 2025, caindo pelo décimo mês consecutivo para 2,82%, segundo dados do Banco de Portugal (BdP). Este valor representa uma diminuição face aos 2,85% de outubro e aos 3,29% do ano anterior.

A descida abrangeu tanto os novos contratos (2,82%) como as renegociações (2,84%).

Com esta taxa, Portugal posicionou-se como o terceiro país com os juros mais baixos na área do euro, cuja média se manteve nos 3,30%. Apesar da redução dos juros, a prestação média mensal do stock de empréstimos aumentou um euro, fixando-se em 416 euros. Em novembro, o volume total de novas operações de empréstimo a particulares, incluindo renegociações, diminuiu 329 milhões de euros para 3.335 milhões. As renegociações de crédito à habitação caíram para 414 milhões de euros, a primeira queda desde junho. Os novos contratos de crédito à habitação totalizaram 2.058 milhões de euros.

A taxa mista continuou a ser a modalidade preferida, representando 74,6% dos novos contratos.

O montante de crédito ao consumo também recuou, com a taxa de juro média a baixar para 8,63%. No que diz respeito às poupanças, a remuneração média dos novos depósitos a prazo de particulares manteve-se inalterada em 1,37% em novembro, um valor que coloca Portugal com a quarta taxa mais baixa da área do euro. O montante de novas operações de depósitos de particulares diminuiu 1.653 milhões de euros, para 10.992 milhões.

Para as empresas, a remuneração média dos depósitos a prazo desceu ligeiramente para 1,66%.

Relativamente ao setor empresarial, os dados do terceiro trimestre de 2025 indicam que a rendibilidade das empresas se manteve estável nos 9,2%, valor idêntico ao do período homólogo.

Em contrapartida, a autonomia financeira, medida pelo peso do capital próprio no ativo total, subiu para 45,7%, atingindo o valor mais alto desde o início da série em 2006.

Esta melhoria foi observada em quase todos os setores do setor privado, embora tenha havido uma ligeira descida nas empresas públicas.

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