
Lula critica grandes tecnológicas e novas ameaças de tarifas de Trump



O presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor “tarifas adicionais substanciais” a países que apliquem impostos ou regulamentações sobre serviços digitais que, na sua ótica, prejudicam as empresas tecnológicas norte-americanas. As declarações, feitas na sua rede social Truth Social, provocaram respostas imediatas de diferentes blocos, que se debatem entre a defesa da soberania e a necessidade de desanuviar as tensões comerciais.
No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e 37 dos seus 38 ministros responderam simbolicamente, usando um boné azul com a frase “O Brasil é dos brasileiros”. Lula da Silva acusou Trump de agir como “o imperador do planeta Terra” e reiterou que o Brasil é um país soberano com a sua própria Constituição e legislação.
O presidente brasileiro sublinhou que, embora o seu governo esteja aberto a negociações comerciais, não abdicará da sua soberania.
As tensões surgem num contexto em que os EUA já haviam imposto taxas de 50% sobre grande parte das exportações brasileiras, em parte como retaliação pelo julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, apoiado por Trump. Lula aproveitou ainda para criticar Bolsonaro e o seu filho, Eduardo Bolsonaro, acusando-os de “traição à pátria” por tentarem, a partir dos EUA, instigar o governo americano contra o Brasil.
A União Europeia (UE) adotou uma abordagem dupla.
Por um lado, a Comissão Europeia, através da sua porta-voz, reafirmou o “direito soberano” da UE e dos seus Estados-membros para regulamentar as atividades económicas no seu território, incluindo o setor tecnológico, considerando esta questão distinta dos acordos comerciais.
Por outro lado, numa tentativa de apaziguamento, Bruxelas está a acelerar a legislação para remover todas as tarifas sobre produtos industriais norte-americanos.
A medida visa desbloquear a redução das tarifas que os EUA aplicam às exportações de automóveis europeus.
A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, classificou o potencial entendimento como “um acordo sólido, embora não perfeito”.
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