Nicolás Maduro acusa os Estados Unidos de pirataria após apreensão de petroleiros venezuelanos



O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, acusou os Estados Unidos de cometerem atos de "pirataria" após a interceção de um terceiro petroleiro no âmbito de uma operação militar norte-americana nas Caraíbas e no Pacífico.
Numa mensagem na rede social Telegram, Maduro não se referiu diretamente às operações, mas lamentou que o seu governo tenha passado "25 semanas a denunciar, confrontar e derrotar uma campanha de agressão", que inclui "piratas que atacaram petroleiros".
Avisou ainda que as autoridades venezuelanas estão "preparadas para acelerar a marcha da revolução profunda".
A operação dos EUA resultou na apreensão de três navios.
O mais recente, cujo estado e carga são desconhecidos, foi intercetado no domingo. No sábado, foi apreendido o petroleiro Centuries, de bandeira panamiana.
A Casa Branca afirmou que este navio navegava sob "bandeira falsa" e fazia parte da "frota fantasma venezuelana usada para traficar petróleo roubado e financiar o regime narcoterrorista de Maduro". Segundo a porta-voz adjunta do governo norte-americano, Anna Kelly, a embarcação transportava petróleo da empresa estatal sancionada PDVSA, embora outras fontes indiquem que o navio não constava da lista negra de Washington. A 10 de dezembro, as autoridades norte-americanas já tinham apreendido o navio sancionado Skipper e confiscado o crude que transportava. Estas ações inserem-se na política de pressão da administração de Donald Trump sobre o governo de Maduro, que inclui um embargo total a petroleiros sancionados. Washington acusa Caracas de liderar uma rede de narcotráfico em cooperação com grupos como dissidentes das FARC e o ELN. Desde agosto, os EUA mantêm um contingente militar na região para uma campanha antidrogas, que já resultou na destruição de cerca de 30 embarcações e na morte de mais de uma centena de tripulantes. O governo de Caracas já tinha classificado as duas primeiras apreensões como um "roubo" e prometeu tomar "todas as medidas adequadas" contra o que considera serem atos de "pirataria".



















