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Mais de metade dos alunos de origem imigrante relata ter sofrido discriminação na escola

Um estudo revela que mais de metade dos alunos de origem imigrante já se sentiu discriminado no ambiente escolar em Portugal, um fenómeno mais acentuado entre os recém-chegados.
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Mais de metade (55,7%) dos alunos com origem imigrante afirma ter sentido discriminação na escola, uma perceção que aumenta para 70,6% entre os de primeira geração.

Estes dados constam do estudo “Inclusão ou discriminação?

Da análise dos resultados escolares às estratégias para o sucesso dos alunos com origem imigrante”, coordenado pela socióloga Sílvia de Almeida, da Universidade Nova de Lisboa, que inquiriu 935 alunos e envolveu mais de 1.400 participantes no total, incluindo professores e assistentes.

A investigação, descrita como uma das mais extensas sobre o tema, decorreu durante os anos letivos de 2022/2023 e 2023/2024.

A análise focou-se em turmas do 9.º ano de nove escolas com elevada percentagem de alunos de origem imigrante, localizadas nos concelhos de Lisboa, Amadora e Sintra. O estudo conclui que a inclusão destes alunos continua a ser um desafio estrutural para o sistema de ensino português.

Na maioria das situações de discriminação reportadas (46,6%), os atos envolvem apenas outros alunos.

As principais razões apontadas são as “características e aparência física” (30,4%), a “cor da pele” (24,2%) e o “território de origem” (19,1%).

No entanto, os professores estão envolvidos em 35% dos casos e os assistentes operacionais em 10,9%.

Em contraste, cerca de 90% dos alunos portugueses com pais portugueses sentem-se "muito" ou "completamente" incluídos, enquanto 47% dos alunos imigrantes de primeira geração e 21% dos de segunda geração se sentem "nada" ou "pouco" incluídos. Apesar de muitas escolas promoverem a inclusão através de medidas como o ensino de Português Língua Não Materna e programas de mentoria, o estudo indica que estas respostas são desiguais e limitadas pela falta de recursos. A investigação salienta que o sentimento de pertença é reforçado pela participação em atividades extracurriculares e pela assunção de cargos de responsabilidade, áreas onde os alunos de origem imigrante continuam sub-representados. A coordenadora do estudo lamenta a falta de monitorização nacional do fenómeno e defende o reforço de políticas educativas para garantir uma resposta estrutural à crescente diversidade cultural.

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