Primeiro Ministro Luís Montenegro exclui envio de militares portugueses para a Ucrânia durante a guerra



Após uma cimeira da Coligação da Boa Vontade em Paris, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, garantiu que o envio de forças militares portuguesas para a Ucrânia “está fora de hipótese” enquanto a guerra persistir. A posição foi reiterada no final da reunião, que juntou 35 países para discutir o apoio à Ucrânia.
Montenegro admitiu, no entanto, a possibilidade de uma futura participação das Forças Armadas portuguesas numa missão multinacional de manutenção de paz. Este cenário só seria considerado após a assinatura e implementação de um acordo de cessar-fogo entre a Ucrânia e a Rússia. O chefe do Governo sublinhou que, mesmo nesse contexto, a decisão seria submetida ao “processo de decisão interna” de Portugal e que tal força poderia “nunca ser necessária”. O primeiro-ministro destacou que Portugal já contribui e pode continuar a apoiar a Ucrânia de outras formas, nomeadamente através de apoio logístico, treino, formação, participação em estruturas de comando e com meios aéreos e marítimos.
“Portugal estará sempre à altura das suas responsabilidades”, assegurou Montenegro aos parceiros e aliados.
A cimeira, realizada no Palácio do Eliseu, foi copresidida pelos líderes de França, Reino Unido e Alemanha.
Luís Montenegro considerou o balanço do encontro “muitíssimo positivo”, realçando a primeira participação dos Estados Unidos, cuja delegação incluiu o enviado especial para a Ucrânia, Steve Witkoff, e Jared Kushner.
Entre os presentes estiveram também o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e os presidentes do Conselho Europeu, António Costa, e da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.





















