
Mulheres sem-abrigo: Histórias de medo e sobrevivência quando a rua é o mal menor



Cerca de 30% da população em situação de sem-abrigo em Portugal é composta por mulheres, muitas das quais acabam nas ruas como uma fuga à violência doméstica.
Para estas mulheres, a vida ao relento é vista como um "mal menor", mesmo que isso signifique abandonar a dignidade, a autoestima e, em muitos casos, os próprios filhos.
A decisão de deixar as crianças com familiares ou o medo de que sejam institucionalizadas caso a sua situação seja conhecida agrava o trauma de quem já perdeu tudo. A vida na rua impõe uma fragilidade acrescida para as mulheres, que enfrentam diariamente o risco de violência, incluindo assaltos e agressões sexuais. Testemunhos como o de Maria, que acordou com um homem sobre si, ou o de Margarida, que viveu mais de 15 anos com o medo constante de ser violada, ilustram esta realidade. Para se protegerem, desenvolvem estratégias de sobrevivência como dormir cada noite num local diferente, evitar rotinas ou procurar a companhia de homens, o que por vezes as coloca em novas situações de dependência e abuso.
A par da violência, as mulheres sem-abrigo enfrentam desafios específicos que atentam contra a sua dignidade, como a gestão da higiene menstrual.
Relatos descrevem a necessidade de se lavarem em chafarizes e de improvisarem com meias ou outros tecidos por falta de acesso a pensos higiénicos, chegando ao ponto de os roubarem por desespero, como recorda Luísa Gomes. A vergonha e a sensação de exposição constante perante os outros somam-se ao sofrimento físico e emocional.
Organizações como a Cruz Vermelha Portuguesa confirmam um aumento do número de mulheres nesta situação, apontando que o fenómeno "está a caminhar para a paridade".
As causas apontadas incluem a crise económica, o envelhecimento da população, o aumento das famílias monoparentais e a crise na habitação.
Segundo dados de 31 de dezembro de 2023, existiam 13.128 pessoas em situação de sem-abrigo em Portugal.
Especialistas criticam ainda a resposta institucional que, muitas vezes, opta pela separação das mães dos seus filhos, uma medida considerada "altamente traumática".
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