Virgílio Lima toma posse no Montepio e admite vender parte da seguradora Lusitânia



Virgílio Lima iniciou um novo mandato (2026-2029) como presidente do conselho de administração da Associação Mutualista Montepio Geral, após uma cerimónia de tomada de posse que decorreu em Lisboa.
A sua lista, a Lista A, foi a única a concorrer à maioria dos órgãos sociais, obtendo 88,6% dos votos.
Lima destacou o aumento expressivo da participação eleitoral face ao ato anterior.
Na cerimónia, tomaram igualmente posse Maria de Belém Roseira como presidente da mesa da assembleia-geral e Victor Franco como presidente do conselho fiscal. Na assembleia de representantes, o único órgão com duas listas concorrentes, a Lista A elegeu 19 membros, contra 11 da Lista B.
À margem do evento, o presidente da mutualista admitiu a venda de parte da seguradora Lusitânia, atualmente detida a 100% pelo grupo. Virgílio Lima afirmou que, após a recuperação da seguradora, é natural a formação de "parcerias de desenvolvimento", não sendo necessário deter a totalidade do capital para manter a atividade seguradora.
O gestor admitiu que a mutualista poderá vender uma posição maioritária e manter-se como acionista minoritária, considerando este "um quadro de evolução provável".
A seguradora Lusitânia e a Lusitânia Vida registaram lucros de 7,6 milhões e 7,5 milhões de euros, respetivamente, em 2024.
Questionado sobre o futuro da liderança do Banco Montepio, cujo mandato de Pedro Leitão terminou no final de 2025, Virgílio Lima recusou-se a comentar, afirmando que a matéria será tratada no "tempo próprio". Relativamente aos resultados do grupo, Lima referiu que 2025 foi um ano de crescimento no número de associados e no volume de poupanças, esperando-se que os resultados se alinhem com os dos anos anteriores. Entre os planos para o novo mandato está a criação de um programa de habitação acessível para os associados, através da compra de casas para arrendamento com opção de compra. O presidente da mutualista abordou ainda uma questão legislativa pendente com a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) sobre a definição de um modelo de solvência adequado às associações mutualistas, um conflito legal que espera ver resolvido em breve.

















