Donald Trump nega que a Ucrânia tenha atacado a residência de Vladimir Putin



O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou no domingo que não acredita na alegação russa de que a Ucrânia realizou um ataque com drones contra uma das residências de Vladimir Putin na região de Novgorod. Esta declaração representa uma mudança de posição, uma vez que Trump tinha inicialmente acreditado na versão do Kremlin e manifestado estar "muito zangado" com Kyiv.
A acusação foi feita por Moscovo a 29 de dezembro de 2025, um dia após um encontro entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Flórida, para discutir um plano de paz. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergey Lavrov, classificou o incidente como um "ataque terrorista" levado a cabo pelo "regime de Kyiv" com 91 drones de longo alcance.
Lavrov advertiu que a posição negocial da Rússia seria revista e que as "ações imprudentes" da Ucrânia não ficariam sem resposta.
A Ucrânia negou veementemente as acusações desde o início.
O Presidente Zelensky qualificou a história como uma "completa invenção" e uma "típica mentira russa", destinada a justificar futuros ataques e a minar as negociações de paz.
A mudança de opinião de Donald Trump surge na sequência de um relatório da CIA que não encontrou provas do alegado ataque à residência presidencial. Segundo os serviços de informação norte-americanos, o alvo de Kyiv na região de Novgorod era um objetivo militar, e não a casa do líder russo.
A bordo do Air Force One, Trump afirmou aos jornalistas: "Eu não acredito que o ataque tenha acontecido", embora admitindo que "aconteceu algo lá perto".












