Manchester United despede o treinador Ruben Amorim



O Manchester United anunciou o despedimento de Ruben Amorim, que tinha chegado ao clube em novembro de 2024 para substituir Erik ten Hag. A saída, após pouco mais de um ano e com uma taxa de vitórias de 33%, não se deveu apenas aos maus resultados, como o 15.º lugar na liga, mas principalmente a um choque com a estrutura do clube. De acordo com as análises, Amorim foi demitido por se ter imposto publicamente à direção e exposto as suas falhas, culminando numa conferência de imprensa explosiva.
A decisão gerou reações fortes.
O jogador Amad Diallo confessou-se "muito triste", descrevendo a sua relação com o técnico como "quase de pai-filho" e agradecendo as oportunidades que este lhe deu.
Lendas do clube também se manifestaram: Peter Schmeichel classificou o despedimento como "a decisão errada", criticando o momento e a falta de um plano de sucessão. Por outro lado, Rio Ferdinand apontou a falta de adaptação tática de Amorim à Premier League como o seu "maior erro", sublinhando a sua insistência no sistema 3-4-3, considerado previsível e inadequado para o plantel desequilibrado dos red devils. A saída do treinador português teve consequências imediatas no plantel, com os jogadores Joshua Zirkzee e Kobbie Mainoo, que pretendiam sair por falta de utilização, a decidirem permanecer no clube.
As negociações da AS Roma por Zirkzee foram, consequentemente, interrompidas.
Para a sucessão, o clube nomeou Darren Fletcher como treinador interino.
A direção considera os regressos de Ole Gunnar Solskjaer ou Michael Carrick até ao final da época, uma hipótese que já mereceu críticas. Para uma solução definitiva, o Manchester United está atento ao Mundial de 2026, tendo numa lista restrita os selecionadores Carlo Ancelotti (Brasil), Mauricio Pochettino (EUA) e Thomas Tuchel (Inglaterra), todos em final de contrato após a competição.





















