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Estados Unidos capturam o Presidente venezuelano Nicolás Maduro sob acusações de narcoterrorismo

Uma operação militar norte-americana em Caracas resultou na captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da sua mulher, Cilia Flores, sob a acusação de "narcoterrorismo", gerando uma onda de reações na comunidade internacional.
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As forças norte-americanas lançaram um ataque na Venezuela que culminou na captura do Presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.

Ambos foram levados para os Estados Unidos, onde enfrentam um julgamento num tribunal federal em Nova Iorque por acusações de tráfico de droga, corrupção e branqueamento de capitais. Numa audiência inicial, ambos se declararam inocentes, com a próxima sessão marcada para 17 de março.

A justificação oficial dos EUA para esta "operação policial" é o combate ao "narcoterrorismo", embora a solidez e o suporte legal, tanto interno como internacional, desta acusação sejam questionados.

Após a operação, os Estados Unidos anunciaram que irão governar a Venezuela até que uma transição de poder seja concluída.

Em Caracas, a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, assumiu a presidência interina do país com o apoio das Forças Armadas.

A ação militar unilateral gerou reações divergentes a nível global.

O Equador e a Argentina, ambos com governos de direita, surgiram como aliados publicamente destacados pelos EUA, que agradeceram o seu apoio na luta contra o narcoterrorismo regional.

O senador norte-americano Rubio agradeceu especificamente ao presidente equatoriano, Daniel Noboa, pelo seu compromisso com a segurança na região.

Por outro lado, nações como México, Colômbia, Brasil, Uruguai e Chile rejeitaram publicamente a intervenção, considerando-a uma ameaça à soberania e à democracia regional.

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Paulo Rangel, afirmou que o país respeita a legalidade internacional e a Carta das Nações Unidas, mas sublinhou existirem "aspetos benignos" na intervenção, como "a queda de Maduro".

A comunidade portuguesa e lusodescendente na Venezuela é estimada em meio milhão de pessoas.

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