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Negociações entre Irão e três países europeus decorrem em Genebra

O Irão vai retomar as negociações sobre o seu programa nuclear com a França, o Reino Unido e a Alemanha, num contexto de elevadas tensões no Médio Oriente e de divisões internas sobre a política externa do país.
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A televisão estatal iraniana anunciou que o Irão irá retomar as negociações sobre o seu programa nuclear com a França, o Reino Unido e a Alemanha.

Esta nova ronda de conversações decorrerá em Genebra, ao nível dos vice-ministros dos Negócios Estrangeiros, sucedendo a uma reunião anterior realizada em julho, em Istambul.

O representante iraniano será Majid Takht-Ravanchi, segundo a agência de notícias Tasnim.

Os três países europeus são signatários do acordo nuclear de 2015, que suspendeu as sanções contra o Irão em troca de garantias sobre o caráter pacífico do seu programa.

No entanto, o acordo ficou praticamente suspenso após a saída unilateral dos Estados Unidos em 2018.

A situação agravou-se com a recente guerra entre o Irão e Israel e os ataques norte-americanos a instalações nucleares iranianas.

Em resposta, as nações europeias tentaram apaziguar as tensões, mas alertaram Teerão para a possibilidade de reativarem as sanções caso a colaboração não fosse retomada.

Este anúncio surge um dia após o líder supremo do Irão, Ali Khamenei, ter rejeitado apelos internos para negociações diretas com Washington. Khamenei afirmou que os problemas com os EUA são "insolúveis" devido à "hostilidade" americana e acusou Washington e Israel de tentarem criar "divisões dentro do país" após falharem em subjugar a nação iraniana através da guerra.

O líder supremo insistiu na necessidade de coesão interna. As declarações de Khamenei surgem na sequência de pedidos da Frente de Reformas e de outras figuras políticas iranianas por mudanças estruturais, nomeadamente na política externa, defendendo a aceitação das exigências ocidentais para suspender o enriquecimento de urânio em troca do levantamento das sanções. Antes do conflito em junho, o Irão e os EUA realizaram cinco rondas de conversações indiretas, que chegaram a um impasse devido à insistência de Teerão no seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos.

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