Novos documentos do caso Epstein incluem alegações de violação contra Donald Trump que o Departamento de Justiça nega



O Departamento de Justiça norte-americano divulgou um novo lote de milhares de documentos relativos à investigação sobre o criminoso sexual Jeffrey Epstein, que se suicidou na prisão em 2019. Entre os ficheiros está um depoimento registado pelo FBI a 27 de outubro de 2020, que contém uma alegação de violação envolvendo o Presidente Donald Trump. A alegação baseia-se no testemunho de um motorista de limusinas que, em 1995, terá transportado Trump no Texas. O motorista relatou que Trump fez comentários perturbadores sobre "abusar de uma rapariga" e mencionou repetidamente o nome "Jeffrey".
Posteriormente, ao partilhar este episódio com uma conhecida, esta ter-lhe-á confessado ter sido violada por Donald Trump e Jeffrey Epstein.
A mulher terá recusado contactar a polícia por medo de ser morta e, segundo a testemunha, foi encontrada morta em janeiro de 2000, no Oklahoma.
Embora a causa oficial da morte tenha sido suicídio, os investigadores no local teriam expressado dúvidas sobre essa conclusão.
Para além desta alegação, os documentos revelam que Donald Trump viajou no jato privado de Epstein pelo menos oito vezes entre 1993 e 1996, mais do que o anteriormente conhecido. Ghislaine Maxwell, cúmplice de Epstein condenada por tráfico sexual de menores, esteve presente em pelo menos quatro desses voos. Um procurador de Nova Iorque notou, num e-mail de 2020, que este período coincidia com a investigação a Maxwell e que os passageiros poderiam servir como testemunhas.
O FBI também terá recolhido pistas sobre a relação entre Trump e Epstein em festas no início dos anos 2000.
A divulgação dos documentos ocorre após a aprovação de uma lei que exige a publicação de toda a informação não classificada do caso.
O Departamento de Justiça criou um portal online, disponibilizando pelo menos 8.000 novos documentos, incluindo vídeos e gravações.
Contudo, o departamento classificou as alegações contra Trump como "falsas e sensacionalistas", sublinhando, numa publicação na rede social X, que as acusações foram apresentadas ao FBI pouco antes das eleições presidenciais de 2020 e são "infundadas".


















