Magnólia mais antiga do Porto foi classificada como de interesse público



O maior e mais antigo exemplar da espécie Magnolia denudata Desr existente na cidade do Porto foi classificado como de interesse público. A decisão, publicada em Diário da República através de um despacho assinado por Paulo Salsa, vice-presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), fundamenta-se no “porte majestoso, antiguidade e perfeito estado de conservação” da árvore. Localizada no pátio de um prédio na freguesia de Ramalde, a magnólia centenária destaca-se pela sua dimensão, com 10 metros de altura e um perímetro de base de quatro metros.
Segundo os registos, terá sido plantada no início do século XX, tendo uma idade estimada superior a 100 anos.
O ICNF salienta o seu bom estado vegetativo e o grande impacto visual da sua floração invernal, que produz milhares de flores brancas, conferindo-lhe “rara beleza e luminosidade”.
A sua raridade em Portugal, aliada ao seu significado paisagístico, foram critérios determinantes para a classificação. A classificação estabelece uma zona geral de proteção com um raio de 15 metros em redor da árvore para assegurar a integridade das suas raízes e o seu desenvolvimento. Nesta área, ficam proibidas quaisquer intervenções que possam destruir ou danificar o exemplar, como o corte de tronco, ramos ou raízes, escavações, depósito de materiais, queima de detritos ou a utilização de produtos fitotóxicos.
A proteção legal visa impedir qualquer operação que possa mutilar, deteriorar ou prejudicar o estado vegetativo da magnólia.
A classificação foi o culminar de uma iniciativa de cidadãos que demorou quase três anos a ser concluída.
O escritor Afonso Reis Cabral foi o rosto deste “ato cívico coletivo” que resultou na proteção da árvore.






