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Proprietário de bar suíço fica em prisão preventiva após incêndio mortal na passagem de ano

A tragédia que vitimou 40 pessoas num bar em Crans-Montana, na Suíça, durante as celebrações de Ano Novo, levou à detenção de um dos proprietários, que aguardará o desenrolar da investigação em prisão preventiva.
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Jacques Moretti, proprietário do bar “Le Constellation” em Crans-Montana, Suíça, foi colocado em prisão preventiva pelo tribunal de Sion, na sequência do incêndio que causou 40 mortos e mais de 115 feridos na noite de passagem de ano. A medida de coação foi aplicada devido ao elevado risco de fuga, uma vez que Moretti possui um extenso historial criminal em França, incluindo condenações por lenocínio, sequestro e cárcere privado.

O incêndio terá sido provocado por velas que libertam faíscas, utilizadas durante as celebrações, que entraram em contacto com o teto do estabelecimento.

O fogo alastrou-se rapidamente, resultando numa explosão que encurralou os clientes, na sua maioria adolescentes e jovens adultos.

Entre as vítimas mortais encontra-se uma jovem portuguesa de 22 anos, Fanny Pinheiro Magalhães. A tragédia ocorreu apesar de o município local ter proibido o uso de fogo de artifício devido às condições de seca e ao risco de incêndio “extremamente elevado”. Jacques Moretti e a sua mulher, Jessica Moretti, coproprietária e gerente do bar, são suspeitos de múltiplos crimes de homicídio por negligência, lesões corporais por negligência e incêndio doloso.

Ambos de nacionalidade francesa e donos do espaço desde 2015, foram ouvidos pelo Ministério Público.

Enquanto Jacques Moretti ficou detido, a sua mulher foi libertada após o interrogatório.

Anteriormente, o casal tinha emitido um comunicado onde se afirmava “devastado” e garantia que não se iria eximir às suas responsabilidades no âmbito do inquérito.

Jacques Moretti chegou a declarar que todas as normas de segurança tinham sido cumpridas e que o bar fora inspecionado regularmente, um número de vezes que, segundo a lei suíça, seria inferior ao exigido.

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